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Quarta-feira, 15 de Julho de 2026
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Saúde

Projeto de lei quer disciplinar emissão de atestados médicos em Apucarana

Autor da proposta, Lucas Leugi aponta uma "crescente demanda por atestados médicos, muitas vezes sem respaldo clínico" para afastamento

O Contraponto
Por O Contraponto
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Projeto de lei quer disciplinar emissão de atestados médicos em Apucarana
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O vereador Lucas Leugi (PSD) protocolou nesta terça-feira (11) na Câmara de Apucarana o Projeto de Lei 155/2025, que institui o Programa "Atestado Consciente" na cidade. Com foco na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e outros serviços da rede pública municipal de saúde, a proposta pretende estimular o uso responsável dos atestados médicos, de modo a "assegurar que sua emissão ocorra apenas quando a condição clínica do paciente efetivamente justificar afastamento de suas atividades laborais ou escolares".

Segundo o texto que começou a tramitar no Legislativo, a emissão do atestado médico deverá ocorrer apenas "quando a condição clínica do paciente demandar internação hospitalar, tratamento contínuo ou repouso absoluto; quando houver risco de agravamento do quadro clínico caso o paciente retorne às atividades mediatamente e quando a condição de saúde representar risco de contágio a terceiros".

Nos casos em que não houver necessidade de afastamento, segundo o projeto de lei, o "profissional de saúde deverá emitir Declaração de Comparecimento, constando data e horário de atendimento, a fim de justificar a presença do paciente na unidade de saúde".

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Na justificativa da proposta , o vereador Lucas Leugi argumenta que é importante promover o uso responsável dos atestados médicos em Apucarana. Ele assinala que o instrumento é importante para estudantes e trabalhadores, mas, "quando utilizado de forma inadequada, pode gerar prejuízos à administração pública, ao setor produtivo e ao próprio sistema de saúde".

Segundo o vereador, há uma "crescente demanda por atestados médicos, muitas vezes sem respaldo clínico que justifique o afastamento". "Essa prática, além de sobrecarregar os serviços de urgência e emergência, desvia a finalidade do atendimento médico, que deve priorizar os casos realmente urgentes", pontua na justificativa.

Em entrevista ao TNOnline, o vereador afirmou que outras cidades do País já disciplinaram o assunto, como é o caso de Chapecó (SC). Segundo ele, o objetivo da proposta é garantir que a UPA seja utilizada para casos de urgência e emergência na cidade, evitando a procura pelo local para consultas que poderiam ser feitas nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), o que acaba gerando, muitas vezes, superlotação.

FONTE/CRÉDITOS: TNONLINE
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