A cadeia pública de Apucarana, conhecida como mini-presídio, está à beira do colapso. Com capacidade muito abaixo da demanda real e sem estrutura adequada, a unidade virou um barril de pólvora em pleno centro urbano — um risco constante para a segurança de servidores, policiais penais, familiares e de toda a população apucaranense.
A superlotação é crítica. As celas abarrotadas de presos, a falta de espaço, ventilação, higiene e segurança tornam o local um terreno fértil para rebeliões, fugas e tragédias. O sistema prisional da cidade precisa de atenção urgente, pois a situação atual compromete a segurança pública e os direitos humanos.
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Enquanto isso, exemplos positivos pelo Paraná mostram que há caminhos possíveis. O município de Francisco Beltrão, no sudoeste do estado, construiu uma penitenciária moderna, segura e com foco na organização e vigilância. O modelo, além de eficiente no controle e segurança, arrecada cerca de R$ 250 mil por mês em ISS (Imposto Sobre Serviços), que são revertidos em melhorias para a própria cidade.
Além disso, no Brasil já existem diversos presídios que investem em programas de trabalho e reintegração social. Oficinas de costura, marcenaria, jardinagem, fabricação de móveis e atividades artesanais são algumas das ações que capacitam detentos para o retorno ao convívio social e ao mercado de trabalho. Esses projetos não apenas ocupam o tempo dos apenados de forma produtiva, mas diminuem a reincidência criminal e promovem dignidade.
Diante desse cenário, a população de Apucarana quer saber: qual a solução proposta pelo prefeito Rodolfo Motta?
O jornal O Contraponto abre esse espaço para que o prefeito apresente sua visão sobre o problema, já que a cidade não pode mais ignorar essa bomba-relógio no centro urbano.
Rodolfo Motta, que tem atuado com firmeza em diversas áreas do município, tem agora a oportunidade de liderar uma transformação histórica no sistema prisional da cidade, trazendo não apenas mais segurança para os apucaranenses, mas também dignidade para quem cumpre pena e para os profissionais da segurança pública.
A construção de uma nova unidade prisional, nos moldes do que foi feito em cidades que se modernizaram, poderia representar um marco na justiça, no desenvolvimento social e até na economia do município. Além de desafogar o mini-presídio atual, atrairia recursos, empregos e aliviaria o sistema como um todo.
Essa discussão é urgente, necessária e inadiável. Não se trata apenas de presos. Trata-se de segurança, de estrutura urbana e, acima de tudo, de humanidade.
A sociedade de bem merece segurança. Os profissionais merecem condições de trabalho. E os detentos, dignidade para recomeçar. Apucarana precisa escolher: continuar ignorando o problema ou liderar a mudança.

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